História

Flávio Saretta

O início no tênis

O tênis não foi o primeiro esporte na vida de Flávio Saretta. Como um bom brasileiro, o garoto de Americana, interior de São Paulo, queria ser ídolo em outra modalidade. “Na minha infância, sempre quis ser jogador de futebol, e treinava bastante pra isso”, explica.

O contato com o tênis veio depois. “Meu pai brincava bastante de tênis e me lembro de alguns flashes disso. E alguns amigos meus do futebol começaram a ter aulas de tênis. Como no Clube de Americana a quadra era do lado da de futebol, acabei indo junto”.

Mas o primeiro contato não foi dos melhores, como explica Saretta com bom humor. “A primeira aula que tive foi com um professor chileno, que eu não entendia nada do que ele falava. Odiei tênis ali e queria continuar só no futebol, mas trocaram o professor e voltei a ter aulas de tênis”, conta.

Começava ali, apenas como brincadeira, o contato de Saretta com a modalidade. “O professor novo viu que eu tinha talento, mas ainda estava longe de pensar em seguir alguma coisa como profissional, ainda mais naquela época”, explica.

Tênis profissional

A trajetória de Saretta no tênis seguia evoluindo a partir do primeiro contato com a modalidade. “Jogava alguns campeonatos no clube e lembro que teve um torneio profissional em Americana, quando eu tinha dez anos. Estava brincando na quadra e veio o João Soares, um treinador de Campinas, me perguntando se eu não queria ir pra lá treinar e acabei indo”.

No início, Saretta estudava em Americana e partia para Campinas para treinar três vezes por semana, mas a rotina teria de mudar. “Com 15 para 16 anos convenci meus pais de eu morar em Campinas. Comecei a morar no alojamento com mais dois moleques e respirava tênis”.

Daí foi um passo para começar sua carreira ao redor do mundo. “Foi tudo muito natural. Com 17 anos fui para minha primeira gira europeia de tênis, de juvenil, e joguei muito bem, estive em sétimo do mundo, e a partir daí virei profissional”, comenta.

Saretta em quadra

Em seus mais de 11 anos como tenista profissional, Saretta sempre foi reconhecido por sua técnica, mas também pela vontade em quadra. É exatamente isso que ele explica ao tentar definir como era Flávio Saretta em quadra.

“Sempre fui de muita atitude na quadra. Nunca gostei de perder nenhum ponto, queria ganhar de qualquer jeito. Perdia um ponto e ficava louco, o que pode ser bom e ruim. Mas ao mesmo tempo sempre fui muito simples, o que talvez até tenha me tirado essa ambição de chegar ainda mais longe”, define.

Momentos marcantes

A carreira de Saretta teve momentos inesquecíveis, jogos e campeonatos especiais. “O tênis é um esporte em que cada semana é diferente, são muitos campeonatos diferentes por ano”, afirma ao relembrar os principais jogos da carreira.

“Me lembro das vezes que ganhei de caras que estavam entre os 10 do mundo, ou até número 1, como o Guga duas vezes no Sauípe, o Juan Carlos Ferrero, Marat Safin, a vitória em cima do Kafelnikov em Roland Garros. Tive uma primeira grande vitória contra o Tomas Johansson, que tinha acabado de ganhar o Australian Open e ganhei dele na grama de Wimbledon, foram muitos momentos inesquecíveis”, relembra.

Outro momento especial foi quando atingiu o posto de 44 do mundo, em 2003. “Você estar entre os 100 melhores do mundo no que faz já é muito bom, e esse sempre foi meu sonho quando comecei. Consegui isso com 21 anos e fui melhorando, treinando forte, e acabei chegando a 44 do mundo. A chance de melhorar esse ranking era grande, mas já estava jogando muito tênis, com saudade da família e dos amigos, e isso pesou um pouco, mas mesmo assim foi outro grande marco na carreira”, conclui.

O Pan de 2007

Um momento importante na carreira de Saretta foi a medalha de ouro conquistada nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. Em um jogo adiado por causa das chuvas do sábado para o domingo, dia de encerramento dos Jogos, o brasileiro encarou um jogo duro diante do chileno Adrián García por 2 sets a 1.

“Joguei aquele Pan com uma pressão gigantesca, ainda salvando dois match points na semifinal e na final”, relembra o tenista medalha de ouro.

Mas o Pan não foi só de momentos bons para Saretta. Foi justamente durante a competição que o tenista começou uma sequência de lesões que abreviariam sua carreira. “Me machuquei durante o Pan, tive uma fratura por stress no cotovelo. Fui na raça, continuei jogando e fui campeão. Vinha numa fase difícil antes do Pan, então entrei com muita pressão”, afirma.

Depois de conquistar o ouro, a lesão foi piorando. “Em vez de descansar, fui jogar outro torneio e não conseguia mais me mexer. Antes de ir pra Davis fiz uma ressonância e constatou fratura. Ficava três meses parado, voltava no médico e não conseguia mais mexer”.

A sequência de lesões continuou e foi deixando o retorno de Saretta cada vez mais difícil. “Só nisso fiquei mais de um ano parado. Depois, quando fui voltar, dei um pique e estourei o joelho. Aí já era 2009 e tinha perdido ranking, patrocínio e pra voltar seria difícil. Um certo dia decidi que tinha que parar, peguei tudo que tinha de tênis e distribuí para os amigos, não conseguia nem mais assistir tênis, até que a vida me levou para outros caminhos”.

Saretta no rádio e na TV

Nos dias de hoje, Saretta também é reconhecido por seus trabalhos fora da quadra, dentro dos estúdios de rádio ou de TV. Tudo isso começou em 2011, como explica Saretta. “O Pan de Guadalajara foi transmitido pela Record, onde acabei comentando tênis. Depois, em 2012 a Fox Sports veio para o Brasil e me chamou para comentar um Brasil Open e gostei daquilo, mas acabou não indo pra frente”, afirma.

Em 2013 surgiu então a chance de trabalhar periodicamente no rádio. “Fui convidado de um programa da Rádio Bradesco Esportes que foi bem descontraído, e a produção adorou. Começamos a conversar e eles me fizeram a proposta, me animei e topei mais esse desafio”.

Saretta começou então a apresentar o programa matinal diário “O Mundo dos Esportes”, onde está até hoje. A experiência facilitou também para voltar à TV no Bandsports, outro veículo do Grupo Bandeirantes.

“Sempre que tinha algo de tênis no Bandsports, eles me chamavam pra fazer alguma coisa. Foi quando a Band comprou Roland Garros, e eles me contrataram, comecei a fazer jogos. Na rádio tenho mais uma válvula de escape, falo pouco de tênis, e ao mesmo tempo estou no ar com o único programa de esportes do Brasil, o Ace, e a gente passa muito tênis. Então hoje sou muito feliz com o que estou fazendo, tenho orgulho de ter vindo do tênis e agora estar trabalhando com isso diretamente”, completa.

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O Mundo dos Esportes é o programa matinal diário da Rádio Bradesco Esportes FM, do qual Flávio Saretta faz parte. Nele, Saretta comenta sobre diversos temas em um clima de bom humor com informação. Confira todos os dias, das 7h às 9h.

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